REDAÇÃO
Tanto a comunicação falada, quanto a
escrita, no ambiente Institucional, precisa pautar por um bom nível de
qualidade. Especialmente no uso dos pronomes e vocábulos. Com a supressão do Eu
pessoal, que transmite uma ideia de individualidade; adotando o Nós da
impessoalidade, compreendendo o contexto de Corporação, de um todo orgânico,
que engloba pessoas, estratégias, bens e capitais para atingir um objetivo
social, cultural ou econômico, onde cada um exerce um papel, mas se manifesta
como o todo.
Portanto, o tratamento
impessoal deve ser dado aos assuntos que constam das Instituições, com a
ausência de impressões individuais de quem comunica e também
a impessoalidade de quem recebe a comunicação dirigida para uma
Instituição. Sempre nos dois casos, de forma homogênea e impessoal.
A redação de
qualidade, especialmente a institucional, deve caracterizar-se pela impessoalidade,
uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e
uniformidade. Não de forma obscura, que dificulte ou impossibilite a sua compreensão e
inteligibilidade, como requisitos para que um texto seja entendido, sempre permitindo
uma única interpretação, sendo estritamente impessoal e uniforme com o uso de
certo nível de linguagem. Evitar o emprego de gírias, expressões vulgares,
modismos cujos termos não tem nada em comum com o significado que deveriam
expressar.
Devem ser
observados outros procedimentos rotineiros na redação de comunicações, com as
formas de tratamento e de cortesia.
Para que haja comunicação, é
necessário: alguém que comunique, algo a ser comunicado, e alguém que receba
essa comunicação.
A comunicação institucional se restringe a questões que dizem
respeito ao interesse da Instituição, é natural que não cabe qualquer tom
particular ou pessoal. Desta forma, não há lugar na redação para impressões pessoais, deve ser
isenta da interferência da individualidade que a elabora. Acrescido que deve
ser empregado determinado nível de linguagem e sempre circunstancialmente adequada.
A língua escrita compreende diferentes níveis, de acordo com o uso que
dela se faça. O padrão culto nada tem contra a simplicidade de expressão, mas repele a
pobreza de expressão. A linguagem técnica deve ser empregada em situações que a exijam e o
vocabulário próprio à determinada área.
A redação de uma comunicação
Institucional deve ter o toque da formalidade que diz respeito à polidez, à
civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação. A
formalidade de tratamento vincula-se, à necessária uniformidade das comunicações,
que sigam um mesmo padrão, concisão e clareza.
Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informações com
um mínimo de palavras, sem redundâncias ou repetições desnecessárias de ideias.
Clareza deve ser a
qualidade básica de todo texto. Claro é aquele texto que possibilita imediata
compreensão pelo leitor, com o uso do padrão culto de linguagem. Sempre se deve
proceder à redação de um texto, e em seguida fazer a sua revisão.
Pronomes e expressões de tratamento indireto: Vossa
Mercê, Vossa Senhoria, Vossa
Excelência, Vossa Reverência, Vossa Paternidade, Vossa Eminência, Vossa Santidade, Vosmecê, você.
Concordância com os Pronomes de Tratamento:
Os pronomes de tratamento dependem de concordância verbal, nominal e
pronominal. O verbo concorda com o substantivo. Os pronomes de tratamento são
sempre os da terceira pessoa. Quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes,
o gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não
com o substantivo que compõe a locução.
Vossa Excelência, para as
seguintes autoridades:
a) do Poder Executivo;
Presidente da República;
Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado;
Governadores e Vice-Governadores de
Estado e do Distrito Federal;
Oficiais-Generais das Forças Armadas;
Embaixadores;
Secretários-Executivos de Ministérios e
demais ocupantes de cargos de natureza especial;
Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.
b) do Poder Legislativo:
Deputados Federais e Senadores;
Ministro do Tribunal de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais;
Conselheiros dos Tribunais de Contas
Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
c) do Poder Judiciário:
Ministros dos Tribunais Superiores;
Membros de Tribunais;
Juízes;
Auditores da Justiça Militar.
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de
Poder é Excelentíssimo Senhor,
seguido do cargo respectivo:
Excelentíssimo Senhor Presidente da
República,
Excelentíssimo Senhor Presidente do
Congresso Nacional,
Excelentíssimo Senhor Presidente do
Supremo Tribunal Federal.
As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor,
seguido do cargo respectivo:
Senhor Senador,
Senhor Juiz,
Senhor Ministro,
Senhor Governador,
No envelope, o endereçamento das comunicações
dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma:
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal Ministro de Estado da Justiça 70.064-900 – Brasília. DF |
A Sua Excelência o Senhor
Senador Fulano de Tal Senado Federal 70.165-900 – Brasília. DF |
A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal Juiz de Direito da 10a Vara Cível Rua ABC, no 123 01.010-000 – São Paulo. SP |
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e
para particulares. O vocativo adequado é:
Senhor Fulano de Tal,
(...)
(...)
No envelope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor
Fulano de Tal
Rua ABC, no 123
70.123 – Curitiba. PR
Fulano de Tal
Rua ABC, no 123
70.123 – Curitiba. PR
doutor não é forma de
tratamento, e título acadêmico. Como regra geral, empregue-o apenas em
comunicações dirigidas a quem tem curso universitário de doutorado.
Vossa Magnificência, empregada em
comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo:
Magnífico Reitor,
(...)
(...)
Vossa
Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O
vocativo correspondente é:
Santíssimo Padre,
(...)
(...)
Vossa
Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em
comunicações aos Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo:
Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal,
(...)
(...)
Vossa
Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a
Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para
Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e
demais religiosos.
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:
Respeitosamente,
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:
Atenciosamente,
Todas as comunicações devem trazer o nome
e o cargo do autor que as expede, abaixo do local de sua assinatura. Não deixar
a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para esta página ao
menos a última frase anterior ao fecho.
“Quando uma cultura desconhece a
etimologia, lança-se de forma aleatória na semântica, fatalmente o vernáculo
vai perecendo. (EM).”
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