sábado, 19 de novembro de 2016

A INFLUÊNCIA DA GRÉCIA

A INFLUÊNCIA DA GRÉCIA
E-mail: ernidiomigliorini@gmail.com
A Grécia antiga e a influência da cultura helenística na civilização ocidental em todos os campos é algo, que impõe ao pensador uma pergunta: “Por que a Grécia exerce tamanha e abrangente influência mundial e se constitui num símbolo e sinônimo da mais pura etimologia. Onde está o verdadeiro âmago desta magnífica capacidade de influenciar, com a excelência da qualidade límpida. Isto mesmo em espaços mundiais onde não houve incursões militares gregas”?
É importante conhecer a Grécia da Antiguidade, que se desenvolveu entre 2000 a.C. e 500 a.C. cuja herança cultural está cada dia mais viva, construtiva e fundamentadora,  na filosofia, nas artes plásticas, na arquitetura, no teatro, nas ideias e conceitos das ciências humanas, exatas e biológicas. Principalmente na formação da nomenclatura e da terminologia idiomática e científica.
A Antiguidade grega foi um ícone inigualável, geratriz de cultura, conceitos, padrões, assertivas, paradigmas e revelações fantásticas. Tão verdadeiros que permeiam tudo o é que científico e aplicável vernaculamente na atualidade. A Grécia atual não configura uma descendência direta dos povos que começaram a se organizar a mais de quatro milênios. A Grécia antiga não formava uma nação única, era composta de várias cidades, com as suas próprias organizações sociais, políticas e econômicas. Os gregos tinham uma só língua, e era entendida pelos povos das várias regiões que formavam a Grécia. Tinham a mesma crença religiosa e compartilhavam valores culturais, festivais de teatro e competições esportivas e formavam a Hélade, o conjunto dos povos gregos.
A Grécia antiga era formada por ilhas, uma península e parte do continente europeu. Cidades-Estados localizadas ao sul da Europa, nas ilhas entre os mares Egeu e Jônio. Atenas, Esparta, Corinto e Tebas. Comercializavam, guerreavam entre si, motivadas pelo controle da região e para conseguirem escravos,  prisioneiros de guerra, para mover a economia. Os cidadãos naturais da cidade e proprietários de terras tinham direitos políticos e podiam se dedicar a atividades artísticas, intelectuais, guerreiras e esportivas. As pessoas com mais prestígio e propriedade cuidavam exclusivamente do aprimoramento do corpo e da mente. Os mais pobres e os escravos movimentavam a economia, fazendo o trabalho braçal, algo desprezível.
No ano 2.000 a.C. A cultura grega foi tão importante, que se tornou a síntese das culturas dos povos da África e do Oriente Médio. Os cretenses, excelentes navegadores. Os egípcios, pelo complexo domínio de conhecimentos técnicos e organização social. Os fenícios, inventores do alfabeto cerca de 1.000 anos a.C., aperfeiçoado pelos gregos, e deu origem ao alfabeto latino, inventado pelos romanos, donde se originou a língua portuguesa.
Na Sociedade espartana, os homens viviam para a vida militar. Eles só podiam casar depois de terem sido educados pelo Estado. O governo era exercido pelos conselhos de velhos, que controlavam a sociedade e definiam as leis. As mulheres espartanas cuidavam da casa e administravam o comércio na ausência dos homens.
Em Atenas, no século 5 a.C., as decisões políticas por governo da maioria, a democracia. Todos os cidadãos podiam representar a si mesmos, não elegiam ninguém e decidiam os destinos da cidade. Atenas abria espaço para os cidadãos, e reservava menor espaço para as mulheres. As mulheres e os escravos, não eram considerados cidadãos.
Na Grécia Antiga, os jogos olímpicos eram um ritual de homenagem a Zeus, o deus máximo. Realizavam-se na cidade de Olímpia e envolviam todas as cidades-estados da Hélade em competições de atletismo: corrida,  luta livre,  arremesso de discos, salto e lançamento de dardos. Os vencedores recebiam uma coroa de folhas de oliveira.
No século 4 a. C. Sob o domínio de Alexandre, o Grande, a cultura grega se expandiu territorialmente, indo do Egito à Índia, influenciava e sofria influências. Essa cultura grega se expandiu mundialmente, chamada de cultura helenística.
No século 1 a.C., os romanos chegarem à Grécia antiga, conquistando-a. Roma incorporou a maior parte dos valores gregos e, inaugurou a cultura greco-romana. A cultura greco-latina e o seu conhecimento são um pilar para o saber.
Durante o seu apogeu, a civilização grega governava sobre todo o mediterrâneo. Estabeleceram tradições de justiça e liberdade, a sua arte, filosofia e ciência tornaram-se fundamentos do pensamento e da cultura ocidental. Os gregos da antiguidade chamavam-se de Helenos Έλληνες, e incluíam todos os que falavam grego, mesmo que não vivessem na Grécia, davam o nome de Hélade Έλλάδα à sua terra, nunca chamaram a si mesmos de Gregos nem à sua civilização de Grécia, ambas essas palavras são latinas, atribuídas pelos romanos.
Os gregos originaram-se dos Aqueus Αχαιοί, dos Jônios Ίωνες, dos Dórios Δωριείς e dos Eólios Αἰολεῖς, indo-arianos da Europa Oriental. As populações invasoras são conhecidas como Helênicas Ελληνικής, crença de que descendiam do herói Heleno Έλλην, filho de Deucalion Δευκαλίων e Pírra Πύρρα, ancestrais da raça humana.
Os gregos foram conhecidos como: Helenos Έλληνες; pagãos; Gregos Γραικοί; Romanos Ρωμιοί; Romaios, Romaioi representava para os gregos sua cidadania romana e sua ancestralidade helênica; Ar-Rum significando os romanos orientais, bizantinos e gregos; Yavan; Yunan (Ίωνες); Ionia (Ιωνία), nome pelo qual os gregos são conhecidos no Oriente atualmente.
A Linguagem: É uma construção humana de sinais convencionais. A língua é a porta do ser humano, a percepção do mundo, o meio privilegiado de apropriação do real, o instrumento de inserção no mundo e veículo de construção interior. O homem é o único que tem fala de entre os animais. É pela palavra que nos conhecemos e conhecemos o mundo. A linguagem é uma cadeia de sons articulados, marcas escritas ou gestos, é a faculdade do homem de criar símbolos. A linguagem, no sentido próprio, consiste no que o homem se manifesta e comunica. A cultura é todo o conjunto de atividades que são realizadas pelo homem como membro de uma comunidade.  A Linguística é a ciência que estuda a linguagem verbal, o seu objeto material. O adjetivo deixa claro que há vários aspectos da linguagem. A linguagem verbal é intencional e a Lingüística a enquadra como uma atividade comunicativa, com um conjunto de sinais que estão orientados para cumprir funções de ordem informativa. A primeira grande finalidade dos sinais linguísticos é realizar conhecimento, saber e comunicação. A linguagem é o veículo do conhecimento, é a forma por excelência de organizar cognitivamente o mundo. A atividade verbal é social, dialógica, e implica em interlocutores, os indivíduos que desempenham as funções de emissor e receptor, estabelecendo contatos e ligações sócio-afetivo-econômico-espiritual e cultural entre as pessoas. A necessidade de se comunicar liga-se intimamente à condição social do homem, com um impulso irreprimível de estabelecer intercâmbio, de se relacionar. O ser humano é levado a comunicar, a transmitir o que pensa, sente e conhece. Comunicar também significa estabelecer comunidade. Para comunicar, o homem utiliza essencialmente a linguagem, que é um sistema de signos socializado e, um fenômeno cultural, não inato, foi ensinado. O fenômeno da comunicação liga-se em absoluto à feição social do homem. A língua é o principal sistema de comunicação entre os homens e a cultura é a soma dos comportamentos codificados, realizados e interpretados pelos membros da organização social em situações comunicativas, equivale afirmar que cultura é igual a comunicação. A comunicação é um sistema de códigos interdependentes transmissíveis através de canais influenciáveis com base sensorial. Língua é a marca da personalidade, do país natal, e da nação. Sistema semiótico é uma série finita de signos interdependentes entre os quais, através de regras, se podem estabelecer relações e operações combinatórias, de modo a produzir-se semiose. o processo no qual alguma coisa funciona como um sinal.
A formação de novas palavras ocorre por derivação e composição. A derivação é prefixal, sufixal, parassintética e regressiva.  A composição é por justaposição e aglutinação. Na Derivação prefixal utilizam-se, prefixos gregos e latinos. Na derivação sufixal utilizam-se sufixos nominais na formação de substantivos e adjetivos, e sufixos verbais na formação de verbos. A derivação parassintética consiste na utilização simultânea, na mesma palavra, de um prefixo e de um sufixo. Na composição por justaposição duas palavras se unem, com ou sem hífen, sem que nenhuma delas sofra qualquer modificação.  Na aglutinação ocorre modificação em uma delas ou em ambas.
Raiz é o elemento nuclear, primitivo e irredutível da palavra, que exprime a ideia central. Radical é a parte da palavra desprovida do sufixo. Pode ser a própria raiz ou acrescida de outro elemento, caso em que também é chamada de tema. Prefixos são elementos ou partículas que se antepõem ao radical, modificando o sentido da palavra. Originam-se, em sua maioria, de preposições ou advérbios. Sufixos são elementos ou partículas que se pospõem ao radical, para formação de derivados da mesma palavra. Os sufixos podem ser nominais (substantivos e adjetivos) e verbais. Desinência é o elemento final da palavra, indicativa da flexão nominal (gênero, número e grau) ou verbal (modo, tempo, número, pessoa e voz).
O grego e o latim possuem declinações, um sistema de flexões casuais dos nomes, que permite reconhecer a função da palavra na oração por sua terminação. Há três declinações em grego e cinco em latim, conforme o tema. A declinação se dá no singular e no plural e abrange cinco casos em grego e seis em latim. Os casos em grego são: nominativo, genitivo, dativo, acusativo e vocativo. Em latim há um caso a mais, o ablativo.  O nominativo corresponde ao sujeito da oração; o genitivo ao adjunto adnominal; o acusativo ao objeto direto; o dativo ao objeto indireto; o ablativo aos adjuntos adverbiais, e o vocativo expressa um apelo ao sujeito. O ablativo em grego é substituído pelo genitivo ou pelo dativo. As línguas sem declinação, como a portuguesa, valem-se de preposições para substituir as flexões casuais. Em português usa-se a preposição de para o genitivo; a ou para no dativo, e por em lugar do ablativo. O nominativo e o acusativo, ou seja, o sujeito e o objeto direto são identificados por sua colocação na frase, sem necessidade de preposição.
As palavras formadas com elementos de mais de um idioma são chamadas híbridas. O hibridismo deve ser evitado, sempre que possível.     
A Língua Grega: É indo-europeia e sofreu sucessivas alterações e se particularizou. Corresponde à língua que os povos da Europa Central até às estepes siberianas utilizaram cerca de 5.000 a.C. A língua grega integra-se nas ramificações do Indo-Europeu e os textos antigos revelam o seu caráter dialectal. Na Grécia Antiga, no princípio da época histórica, não havia uma só língua comum a todos os gregos. Vários falares ou dialetos apresentam diferenças significativas no aspecto fonético, diversificação explicada por razões históricas, cronológicas, políticas e geográficas. Classificação dos dialetos gregos: Jónico-ático, Acaico, integrando o arcádico, o cíprico e o panfílico; Eólico; Dórico. A língua grega foi reestruturada em 1829. A escrita grega era denominada Linear A e B, com 88 símbolos. Os caracteres usados pelos Gregos eram chamados F o i n i k h i a g r a m m a t a. A língua grega teve mudanças variadas na pronúncia, ortografia, morfologia e vocabulário, e através da união conferida por um só alfabeto, é um verdadeiro símbolo da unidade helênica. Os Gregos cedo se afastaram culturalmente dos não-Gregos. Surge dai a dicotomia Grego-Bárbaro. Bárbaro era o que não falava grego, o sentido de bárbaros liga-se a um som áspero, rude, ininteligível, incivilizado. A língua grega é um fundamento basilar do Português, em quantidade e em qualidade! Os Gregos, quando se referiam ao seu país, utilizavam o topônimo Hélade, que deriva de Heleno, chamavam-se a si mesmos de Helenos. O topônimo Grécia e o etnônimo Gregos têm uma origem latina (Graecia e Graeci) e originariamente designavam uma região e um grupo étnico do litoral do Epiro.
A Língua Portuguesa: O português é uma língua derivada do latim falado na Roma antiga. Depois foi influenciada pelo árabe, pelo hebraico, pelo francês, pelo inglês, pelo japonês, pelo alemão e marcantemente pelo grego. Inúmeras palavras que enriquecem o português vieram da língua grega.
Vocábulos Gregos disseminados nos Idiomas: Oftalmo (olho), oftalmologista (estuda os olhos), Oto (ouvido), Otite (inflamação do ouvido), Otalgia (dor de ouvido), algia (dor), cefalalgia (dor de cabeça), encéfalo(dentro da cabeça), acéfalo (sem cabeça), analgésico (sem dor), Rino (nariz), nefrite (inflamação renal), gastrite (inflamação estomacal). Rinoceronte (chifre no nariz), Laringo (garganta), Logia (estudo), biologia (estudo da vida), geologia (estudo da terra), cardiologia (estudo do coração), etimologia (estudo da origem das palavras), ista (sufixo: ofício, ocupação), Micróbio (curta vida), miocárdio (músculo do coração),  helicóptero (asa é a hélice), ortografia (correta escrita), hematofobia (aversão a sangue), kosmos (ordem mundial), akosmia (desordem mundial), sicofanta (patife, impostor), antropo (homem): antropologia, antropóide, pitecantropo, antropopiteco, misantropo, filantropo, antropófago, antropofagia, antropocêntrico, antropófobo, antropogénese, antropografia, antropolatria, antropólatra, antropólito, antropólogo, antropomancia, antropometria, antroponímia, antroposofia, antropoteísmo, antropoterapia, antropozóico, teofilantropia; peso (baro): barógrafo, barologia, barómetro, barometrografia; game (casar): agamia, agâmico, âgamo, endogamia, poligamia, bigamia, fanerogâmica, criptogâmica; geo (terra): apogeu, geocêntrico, geocinético, geodesia, geodinâmica, geogenia, geografia, geognosia, geodesiografia, geologia, geólogo, geomancia, geometria, geomorfologia, georama, geostática, geotectónica, geotermia, geotropismo; dinami (força): díname, dinamia, dinâmico, dinamismo, dinamite, dinamizar, dínamo, dinamógrafo, dinamómetro; fígado (hepato): hepatal, hepatalgia, hepático, hepatismo, hepatite, hepatização, hépato, hepatografia, hepatologia; zoo (animal): zoóbio, zoobiologia, zoocarpo, zoodinâmica, zoocina, zoodomácia, zooelectricidade, zooética, zoofagia, zoófago, zoofilia, zoófito, zoofobia, zoogenia, zoogeografia, zoogleia, zoogonia, zoógono, zoólatra, zoólito, zoologia, zoomorfia; hélio (sol): heliocêntrico, heliocromia, heliofilia, heliofobia, heliografia, heliogravura, heliómetro, helioplastia, helioscopia, heliose, heliostático, helióstato, heliotipia, heliotropia, heliotrópico, heliotropismo; teo (Deus): teísmo, teísta, teocracia, teodiceia, teófago, teofania, teofilantropia, teofobia, teogonia, teologia, teologismo, teólogo, teomancia, teomita, teomante, teomitologia, teopsia; metron  (medida): métrico, metrografia, metrologia, metrologista, metromania, metrónomo, metrópole, metropolita, cronometria, hidrometria, geometria; xeno (estrangeiro); xenofilia, xenófilo, xenofobismo, xenofonia, xenografia, xenógrafo, xenomania, xenômano; oligo (pouco, pequeno): oligarca, oligarquia, oligoceno, oligóclase, oligoquetas; pato (doença): patogénese, patogenia, patognómico, patologia, patológico, patologista, simpatia, antipatia;  pedo (criança): pedagogia, pedagogo, pediatria, pedófilo, pedologia; potamo (rio): potamides, potamita, potamografia, potamologia, potamónimo, hipopótamo, Mesopotâmia; proto (primeiro): protagonista, protonauta, protonotário, protoplasma, protótipo, prototórax, protozoário; sema (sinal): semafórico, semáforo, semantema, semântica, sematologia, polissemia; sofo (sábio), sofia (sabedoria): sofomania, sofómano, filósofo, filosofia, teosofia; topo (lugar): topofobia, topografia, topógrafo, topologia, toponímia, topónimo, tópico; hidro (água): hidratar, hidrato, hidráulico, hidremia, hídria, hidriatria, hídrico, hidroavião, hidrosfera, hidrófilo, hidrofobia, hidrófobo, hidróforo, hidrogenia, hidrogeologia, hidrognosia, hidrografia, hidrólatra, hidrólise, hidrólogo, hidromancia, hidromântico, hidrometria, hidromia, hidrópata, hidrópico, hidropírico, hidroplano, hidrópota, hidrorragia, hidrorreia, hidroscopia, hidrostática, hidrotecnia, hidrotérmico, hidrótico, hidrotipia, hidrúria, hidromedusa; filo (amigo): filodérmico, filodinastia, filoginia, filologia, filomatia, filosofia, filotecnia, filotimia; crono (tempo): crónica, cronista, cronografia, cronógrafo, cronologia, cronometria, cronómetro, cronônimo, cronoscópio; psique (alma): psicalgia, psicanálise, psicofisiologia, psicogenia, psicognosia, psicografia, psicógrafo, psicologia, psicólogo, psicometria, psicopata, psicose, psicoterapia, psiquiatria, psíquico, psiquismo. Radicais, prefixos e sufixos gregos: agogô, algia, arca, arquia, astenia, céfalo, cracia, doxo, dromo, edro, fagia, fago, filia, fobia, fobo, foro, gamia, gamo, gêneo, glota, glossa. demagogo, pedagogo, cefalalgia, nevralgia, heresiarca, monarca, autarquia, monarquia, neurastenia, psicastenia, dolicocéfalo, microcéfalo, democracia, plutocracia, heterodoxo, ortodoxo, hipódromo, velódromo, pentaedro, poliedro, aerofagia, antropofagia, antropófago, necrófago, bibliofilia, lusofilia, fotofobia, hidrofobia, xenófobo, zoófobo, electróforo, fósforo, monogamia, poligamia, bígamo, polígamo, heterogêneo, homogêneo, poliglota, isoglossa.
Expressões gregas:
->Fiel como Penélope: esperou fielmente 20 anos pela volta de Ulisses.
->Ser sábio como Nestor: símbolo da prudência e sabedoria.
->Ser um beócio: Ser pouco inteligente.
->Ser um Édipo: decifrar enigmas.
->Passar entre Cila e Caríbdis: Ser símbolo de coragem.
->Cavalo de Tróia: simboliza a traição.
->Olhar esfíngico: um olhar misterioso, enigmático.
->Olhar de lince: olhar penetrante.
>Olhar de Argos: ver tudo.
->Ser anfitrião: o que recebe bem em casa.
->Ser um sósia: pessoa muito parecida.
->Ter um olhar de Medusa: olhar que petrifica.
->Um labirinto: uma questão intrincada sem saída aparente.
->Ser um dédalo: simboliza  engenhosidade  e  habilidade.
->Ser uma megera: mãe ou mulher cruel.
->Encantos de Circe: feitiçaria poderosa transformadora de seres.
->Encantos de Medeia: feitiçaria que atrai apaixonados.
->Ser um Ícaro ou tentativa icária: voar demasiado alto, atrevimento.
->Barca de Caronte: viagem das almas ao Hades.
->Calcanhar de Aquiles: o único ponto fraco de cada um.
->Canto das sereias: atraíam até à perdição os marinheiros incautos.
->Um nó górdio: um nó que ninguém desfazia.
->Educação espartana: alusão à rígida educação, plena de austeridade e sobriedade.
->Espada de Dâmocles: símbolo de perigo iminente.
->Ficar para as calendas gregas: para o dia de São Nunca.
->Lei draconiana: severidade.
->Pedra de Sísifo: castigo de rolar eternamente um rochedo como castigo interminável.
->Ser narcisista: apaixonar-se por si próprio.
->Ser como Creso: ter colossal riqueza.
->Suplício de Tântalo: castigo de ver o que deseja e precisa, tudo estando próximo, mas inalcançável.
->Tomar a nuvem por Juno: apanhar algo pensando ser o que aparenta, mas na verdade não é. Ser enganado pelas aparências.
Heranças gregas:
->Psicanálise: Complexo de Édipo, Complexo de Electra, Complexo de Zeus, Complexo de Prometeu, Complexo de Narciso, Complexo de Fedra, Complexo de Faetonte.
->No Dicionário Etimológico de Antenor Nascentes, com vocábulos da Língua Portuguesa existe 16.079 Palavras de origem grega.  A língua grega é um fundamento basilar do Português, tanto em quantidade como em qualidade. E foi enriquecida com inúmeros helenismos por via erudita. Porém, a maioria dos vocábulos gregos evoluíram para a língua portuguesa por via popular.
->A grande parte das raízes gregas encontra-se em vocábulos de carácter científico de física, química, biologia, medicina e cirurgia, geografia, mineralogia.
->Da Grécia, veio um património linguístico e um universo cultural que  estruturou a língua e a cultura ocidental
->Principais prefixos gregos usados na medicina: a, an - privação: acloridria, afasia, anaeróbio, analgésico;  an, ana - para cima, para trás: anionte, anaplasia ; ana - de novo: anamnese, anastomose;    anti - contra: antiemético, antídoto, antissepsia; apo - separação, derivação: apócrino apófise, aponeurose;  dia - através de: diagnóstico, diafragma, diarréia, diáfise, diálise;   dis - dificuldade: disfagia, dispnéia, dislalia, distrofia, disúria;   ecto - fora de, exterior: ectoderma, ectópico, ectoparasito;  endo - dentro, parte interna: endocárdio, endógeno, endotélio;  epi - sobre: epiderme, epidemia, epífise, epidídimo;  eu - bem, bom: euforia, eugenia, eutanásia;  exo - para fora, externo: exoftalmia, exosmose, exógeno;  hemi - metade: hemisfério, hemiplegia, hemicrania, hemicolectomia; hiper - aumento, excesso: hipertrofia, hipertonia, hiperglicemia;   hipo - diminuição ou posição abaixo: hipocloridria, hipocôndrio;   iso - igualdade: isotérmico, isogênico, isótopo, isotônico ; meta - mudança, sucessão: metamorfose, metafase, metacarpo; neo - novo: neoplasia, neoformação, neologismo;  oligo - pouco: oligospermia, oligúria, oligofrênico;  orto - reto, direito: ortognata, ortopedia, ortodontia;  pan - todo: pancardite, pangastrite, pandemia, pan-hipopituitarismo;  pen - escassez, pobreza: citopenia, leucopenia, linfopenia;  para - proximidade: parasito, paratiróide, paramétrio, paranormal; peri - em torno de: periarticular, periférico, peritônio, pericárdio; poli – muito: policitema, polidipsia, polimenorréia, poliúria;  pro - anterioridade: prognóstico, proglote;  sin - idéia de conjunto, simultâneo: síndrome, sincrônico, sincício.
->Principais sufixos gregos usados na medicina: ase - enzima: amilase, lipase, fosfatase, transaminase; ia - coleção, qualidade, ciência: enfermaria, assistolia, cardiologia; ismo - doença, sistema, crença: alcoolismo, botulismo, vitalismo; íase - doença causada por parasito ou bactéria: amebíase, hanseníase;  ite - inflamação: apendicite, gastrite, cistite, miosite; óide - semelhante a: mastóide, esfenóide, esquizoide;  oma - tumor: mioma, carcinoma, sarcoma;  ose - doença não inflamatória, ou degenerativa: artrose, dermatose.
->Termos médicos oriundos do grego.        Termos formados diretamente de elementos gregos. A maioria dos termos da medicina são compostos de temas ou radicais gregos.
  “Não existe trevas ou escuro; o que ocorre nestas circunstâncias é a ausência da luz e de luz. A luz existe e gera a luminosidade. (EM).”
 


terça-feira, 8 de novembro de 2016

SABEDORIA, JUSTIÇA E REFLEXÃO

SABEDORIA, JUSTIÇA E REFLEXÃO
E-mail: ernidiomigliorini@gmail.com
Sempre que alguém nos fizer um bem, por uma questão de justiça, reconhecimento, gratidão, benção e eventual retribuição, devemos esculpir o registro dos benefícios recebidos na rocha, com o nome do benfeitor, na forma de escrita, registrando para sempre, as benesses que auferimos por este gesto nobre. Onde nada poderá apagar em momento algum. Só as pessoas de bom caráter, tem como paradigma a prática do bem, da lealdade, da sinceridade, da verdade e da honestidade em tudo, o tempo todo, para com todos. Os quatro elementos da natureza: terra, ar, água e fogo não apagam o que está esculpido na rocha e ela própria é imune à ação destes elementos.
Quando somos ultrajados, traídos, enganados, abalados, feridos, humilhados devemos escrever estas injúrias, malvadezas, falsidades, mentiras, mesquinhes, sofrimentos, tristezas e traumas na areia, onde os ventos do perdão, quiçá podem apagar. As pessoas de mau caráter, já nascem más. O seu padrão é praticar o mal, enganar, trair, falsear, mentir, imoralidade, antiética, brincar com o sentimento dos outros, vender-se, praticar hipocrisia religiosa e colocar para fora o mal que tem dentro de si e da sua genética.
Lição de Vida: Não valorizemos as coisas que temos em nossa existência; mas sim, quem  temos em nossa existência e que é digno de verdade, lealdade, sinceridade e consideração da nossa confiança. “Ninguém perde o que não é seu!”
A diferença entre as pessoas extremamente bem sucedidas e as outras pessoas é o caráter e o conhecimento. As pessoas extremamente bem sucedidas têm acesso a uma prática virtuosa e a um conhecimento e uma sabedoria que as outras pessoas não têm. Elas conhecem informações e procedimentos, que muitas pessoas não conhecem. Qualquer pessoa pode ser extremamente bem sucedida. Transformando-se de fato, adquirindo conhecimento sobre como superar defeitos, vícios, medos e dúvidas, como se livrar da negatividade, como impressionar a sua mente subconsciente para manifestar grandes coisas em sua existência, como encontrar respostas para os seus problemas, como ter um foco, como tornar-se justo, veraz, confiável e digno de consideração. A educação formal faz ganhar o sustento; a autoeducação faz  ganhar conceito, respeito, admiração e aprovação material e espiritual.
“A existência é semelhante a uma grande e pesada roda girando sem parar. Em alguns momentos estamos subindo, noutros estamos no seu topo, em outros descendo e o mais trágico, em alguns momentos estamos debaixo da pesada roda. Portanto não tripudie quando estiver em cima, chegará o seu dia de ficar embaixo! (EM)”


domingo, 6 de novembro de 2016


AGENDA TRABALHISTA
FUMO NO AMBIENTE DE TRABALHO: Fumar no ambiente de trabalho é proibido. Além dos inconvenientes para o bom desempenho funcional e operacional, o ato de fumar afeta à saúde do trabalhador e circundantes. A estatística comprova que muitas foram as desistências do vício de fumar, em virtude desta espécie de proibição. Com depoimentos e reconhecimento dos trabalhadores transformados.
A Lei 9.294/96, regulamentada pelo Decreto 2.018/96, proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público. Incluem-se nas disposições desta lei os seguintes locais: As repartições públicas, os hospitais e postos de saúde; as salas de aula e as bibliotecas; os recintos de trabalho coletivo e as salas de teatro e cinema; nas aeronaves e demais veículos de transporte coletivo. Da mesma forma, a Norma Regulamentadora NR-5, de que trata da obrigatoriedade da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA que tem como objetivo a prevenção de doenças e acidentes decorrentes do trabalho, tem como incumbência orientar demonstrando os efeitos nocivos do tabagismo.
 O empregador ao estabelecer no Regulamento Interno de Conduta da Empresa, normas coibindo o uso do cigarro no âmbito da empresa, está simplesmente cumprindo com a determinação da lei, autorizado pelo poder que lhe é concedido pelo art. 2º da CLT. No Regulamento Interno de Conduta da Empresa, o empregador tem direito de proibir tudo o que afeta o bom desempenho funcional e operacional, no âmbito da sua empresa.
 É um direito do trabalhador não fumante de exigir do empregador que tais condições sejam garantidas, podendo até, uma vez comprovado doenças cancerígenas desenvolvidas pelo tabagismo no ambiente de trabalho, reivindicar indenização pelo dano causado.
 O fumo é causa de infartos, câncer, derrames, obstrução de artérias e até perda de membros.
Há empresas que, pela atividade que exerce ou pela função específica da vaga, não estão mais contratando fumantes. Tudo é levado em consideração em se tratando de produtividade e de custo, Os fumantes tendem a gerar um custo maior para as empresas,  pela contagem do tempo de parada para fumar, pelas conversas entre um e outro fumante, pelas consultas, exames, pelas internações e cirurgias advindas do tabagismo. Além disso, a busca por maior produtividade, menor perda de tempo de trabalho, diminuição do absenteísmo e de custo, fazem as empresas, em caso de igualdade de competências entre dois candidatos, contratar quem não tem o vício.
A proibição total pelo empregador do uso do fumo no local de trabalho no ambiente de trabalho é uma legítima alternativa empresarial. Além de o fumo estar no elenco de drogas de efeitos patológicos. Também as bebidas alcoólicas e a embriaguez alcoólica geram efeitos nocivos no trabalho, principalmente no tocante à segurança no trabalho e por isso o seu uso em serviço, é proibido. A lei 9.294, de 15 de julho de 1996 proíbe o uso do fumo em recinto coletivo e ressalva em área destinada a esse fim.
A ANVISA informa que a fumaça que sai da parte acesa do produto contém os mesmos compostos tóxicos e cancerígenos que a fumaça tragada pelo fumante, porém em níveis bem mais elevados: 3 vezes mais nicotina, 3 vezes mais monóxido de carbono, e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas e que, portanto, o fumante causa prejuízos também a quem fica exposto à fumaça ambiental do tabaco, o fumante passivo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) adverte que a poluição tabagística ambiental é a maior fonte de poluição em ambientes fechados, e o tabagismo passivo a 3ª maior causa de morte evitável no mundo.
A legislação virá a consagrar claramente a mais ampla proibição do fumo no ambiente de trabalho, e desde já é lícito ao empregador proibir o fumo no âmbito do local de trabalho,  tomado o conceito de "local de trabalho" da forma mais ampla possível: áreas internas, abertas ou fechadas, canteiros de obras, pátio de serviços e correlatos.
Embora não se possa discriminar o fumante na admissão ou durante o contrato de trabalho, nem se possa demiti-lo ou puni-lo apenas por ser fumante, não há impedimento na proibição do fumo pelo empregador em todo o ambiente empresarial, quando o faz em nome da segurança e a saúde da coletividade, bens maiores que se sobrepõem ao da minoria fumante.
Todas as proibições impostas no âmbito das empresas devem ser notificadas aos trabalhadores e nas admissões, deve ser tomado por escrito um termo de concordância e conhecimento das normas pelo contratado.
TELEFÔNES CELULARES NO AMBIENTE DE TRABALHO: Durante período de trabalho, o empregador pode exigir que celulares fiquem nos armários dos vestiários. O Regulamento Interno de Conduta da Empresa pode criar as regras a respeito da utilização da Celular no âmbito da empresa, estabelecendo proibições convenientes à funcionalidade e operacionalidade empresarial.
Os argumentos para proibir o uso de celulares no horário de trabalho: A redução da produtividade, a perda de atenção que amplia os riscos de acidentes graves com danos ao meio ambiente e à saúde. Durante o período de trabalho, o empregador pode exigir que os celulares permaneçam nos armários dos vestiários, devendo esta vedação constar do Regulamento Interno de Conduta  da Empresa. Cada funcionário deve ser notificado por escrito e uma cópia deve ser mantida em exposição em local interno de comum acesso a todos interessados. Na admissão o candidato deve assinar um termo de concordância com as normas do Regulamento Interno de Conduta da Empresa.
O empregador pode proibir o uso de celular desde que exista previsão no Regulamento Interno de Conduta da Empresa. É preciso deixar claro que a utilização do celular é proibida e que está prevista punição aos que infringirem a regra. A norma não precisa constar, necessariamente, no Contrato de Trabalho. É preciso tê-la apenas no Regulamento Interno de Conduta da Empresa, que deve ser assinado pelos funcionários, quando da contratação e ficar em local visível e de acesso para os empregados, no estabelecimento.

Os trabalhadores que desrespeitarem a proibição podem ser advertidos, suspensos e demitidos por justa causa. A justa causa deve ser comprovada através de advertências assinadas e suspensões, conforme o artigo 482 da CLT, destacando-se a desídia no desempenho da função e o ato de indisciplina ou de insubordinação.
A lei trabalhista não é específica quanto ao uso do celular, mas as empresas podem criar suas próprias regras para uso do celular ou outro dispositivo durante o expediente, sempre por meio do Regulamento Interno de Conduta da Empresa. Para a Justiça, o empregador pode proibir e até punir os desobedientes. A Justiça do Trabalho  entende que as empresas podem demitir o empregado que faz uso indiscriminado do aparelho e de aplicativos, como WhatsApp. A dispensa pode ser por justa causa, modalidade que, retira do funcionário vários direitos trabalhistas, incluindo a multa do Fundo de Garantia. Não é ilegal as empresas criarem regras para evitar a perda de produtividade e o vazamento de segredos corporativos. O mau uso do aparelho pode configurar desvio de conduta profissional. Antes de demitir, as empresas devem deixar as regras transparentes, e dar advertências ou suspensões se forem descumpridas. A Justiça entende que no ambiente profissional, as horas do trabalhador pertencem ao patrão. O empregado, então, deve respeitar as regras para manter a produtividade.
USO DOS EPIs: A empresa é obrigada a disponibilizar EPIs - Equipamentos de Proteção Individual. O Artigo 2 da CLT: Compete ao empregador dirigir a forma como o trabalho é conduzido. Cabe a ele a responsabilidade pelo fazer, e pelo não fazer. Cabe a ele fazer cumprir as normas de segurança do trabalho e fazer os funcionários cumprirem. Para isso, se for necessário, poderá disciplinar os funcionários.
NR 6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI: a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade; b) exigir seu uso; c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação.
NR 6.7 Responsabilidades do trabalhador. 6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI: a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) responsabilizar-se pela guarda e conservação; c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.
Se a fiscalização flagrar algum funcionário sem EPI a culpa e a multa será do empregador. A empresa precisa se resguardar com a documentação necessária. Precisa provar que a entrega o EPI. Provar que segue o que as normas determinam no que se refere à conscientização do trabalhador. Emitir Ordem de Serviço colocando as obrigações dos funcionários em relação às normas de Segurança do Trabalho e a obrigação do uso de EPI. A Ordem de Serviço deve ser assinada pelo funcionário se comprometendo a usar o EPI durante o turno de trabalho. Explicar para o funcionário o que está assinando, as responsabilidades embutidas na Ordem de Serviço e os riscos do ambiente de trabalho, e as medidas preventivas descritas nela. O empregador deve fornecer treinamento sobre uso e formas de conservação e guarda do EPI.
Registrar os treinamentos, e tomar a assinatura do funcionário. E colocar na lista de presença o título do treinamento. A APR – Análise Preliminar de Risco Deve conter todos os EPI’s usados pelos funcionários nos trabalhos de risco elevado. O empregador precisa documentar que entregou o EPI, na Ficha de EPI que tenha termo de responsabilidade no qual o funcionário se compromete a seguir as normas de segurança, e usar os equipamentos protetivos. Termo de responsabilidade de uso de EPI.
Medidas Punitivas pelo não uso dos EPIs:
->1° Advertência verbal: Ao aplicar advertência verbal deixar claro ao funcionário, que após ela virá a advertência por escrito;
->2° Advertência por escrito;
->3° Suspensão: Não pode ser maior do que 30 dias. Nos termos do Artigo 474 da CLT, a suspensão do empregado por mais de 30 (trinta) dias consecutivos importa na rescisão injusta do contrato de trabalho. Os dias de suspensão não são remunerados. Deixar  claro para o funcionário;
->4° Demissão por justa causa: Para chegar até esse último passo é preciso estar bem documentado. O Artigo 482 da CLT dá embasamento a demissão por justa causa. na letra “H”, ato de indisciplina ou insubordinação. A empresa precisa ser rigorosa para garantir o uso do EPI e evitar problemas posteriores. O foco principal e a conscientização do funcionário através de treinamentos, conversas e palestras. Segundo a NR 6 item 6.3 a empresa deve fornecer o EPI gratuitamente. CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes para prover a segurança do trabalho na empresa. O uso constante dos EPIs pelos empregados no ambiente laboral garante a segurança deles e também evita problemas para a empresa. Seja consciente e conscientize os seus funcionários sobre essas questões. Todo trabalhador que se expõe a riscos determinados deve usar o EPI adequado à proteção daquele risco.
REGULAMENTO INTERNO DE CONDUTA DA EMPRESA: A CLT engloba a maior parte do contexto do Direito do Trabalho, mas, surgem na atividade empresarial situações imprevistas, as lacunas jurídicas. Tornando necessário que as empresas se utilizem de outras fontes normativas, como consta expressamente no art. 444 da CLT. Através do  Regulamento Interno de Conduta da Empresa. O instrumento pelo qual o empregador pode se valer para estabelecer regras: direitos e obrigações aos seus empregados. Estabelece o que é permitido ou não dentro da organização e pode abranger regras tanto para os empregados quanto ao próprio empregador. Regras que são estabelecidas unilateralmente, somente a empresa, utilizando-se de seu poder diretivo, é quem dita tais regras, cabe ao empregado cumpri-las de acordo com o estabelecido.
As principais regras dispostas no Regulamento Interno de Conduta da Empresa –RICE: Cláusulas que estabelecem a obrigatoriedade da utilização de uniformes e EPIs; Cuidados no manejo de veículos, máquinas e equipamentos; Requisitos gerais de admissão; Condição de indenização nos prejuízos causados ao empregador por dolo, culpa, negligência, imprudência, imperícia e correlatos; Respeito aos superiores hierárquicos e aos colegas de trabalho; Regras sobre faltas e atrasos; Tempo disponível para marcação do cartão ponto; Licenças previstas em lei: casamento, falecimento, nascimento de filho, serviço militar entre outras e documentos obrigatórios para sua concessão; Prazos e formas para pedido e concessão de férias; Transferências de local de trabalho; Utilização dos benefícios concedidos; Proibições quanto ao ingresso em setores restritos; Proibições para o uso do tabaco, telefone Celular; Orientações para recebimento de visitas; Respeito e cordialidade na representação da empresa perante a sociedade; Agir de forma ética no exercício de sua função, tanto dentro quanto fora da empresa; Punições por divulgar informações sigilosas da empresa. Ressalvadas eventuais disposições legais em contrário. É de vital importância que a área de Recursos Humanos, faça com que os empregados ativos e os que possam vir a ingressar futuramente, tenham conhecimento do RICE, com assinatura de leitura e recebimento, de forma a garantir que tais regras possam ser cobradas quando da sua violação. Inclusive com a assinatura, no ato de admissão, pelo empregado de um termo de concordância com o RICE e as sua proibições. O RICE, além das regras a serem cumpridas, serve para conscientizar o empregado atual ou recém-contratado, de como a empresa atua, como funciona o ambiente de trabalho e como seus empregados agem ao representá-la perante a sociedade.
As Ações Trabalhistas na Justiça aumentaram devido ao mau uso do aplicativo Whatsapp. Quando se trata do uso do aplicativo no trabalho, é preciso cuidado e bom senso. A regra vale tanto para o empregado quanto para o empregador. Principalmente porque os profissionais, depois do horário do expediente, continuem sendo acionados pelo empregador para resolver questões do trabalho por meio do aplicativo. As conversas fora do expediente de trabalho servem de prova e, dependendo do caso, abrem caminho para pedido de horas extras, o uso de meios eletrônicos fora da jornada. O mais indicado é que a empresa evite contato com os empregados, ainda mais fora do expediente de trabalho. O empregador tem o direito de exigir do empregado concentração total no seu trabalho, proibindo ou restringindo o uso de tecnologias de comunicação.
Os excessos dos gestores na forma de comunicação com os seus subordinados, realizando cobrança excessiva, utilizando termos ofensivos e desrespeitosos ou expondo um subordinado de forma negativa e vexatória diante do grupo, caracterizam assédio moral.
Modelos:
ORDEM DE SERVIÇO

















CBO:
783225
Nome:
  














 
Admissão:
Função:
    














ATIVIDADES DESENVOLVIDAS















- Conferência de entrada e saída de mercadorias
- Cumprir e observar normas técnicas, administrativas, meio-ambiente e de segurança;
- Executar outras atribuições semelhantes, conforme necessidade;
- Movimentação de mercadorias
- Serviços Gerais.















          RISCO DA OPERAÇÃO
















- Iluminação insuficiente / excessiva;
- Levantamento manual de peso;
- Movimentação de produtos químicos;
- Poeira;
- Postura incorreta;
- Queda de objeto.















          EPI’S - USO OBRIGATÓRIO
















- Botas de borracha
- Botina com biqueira de aço
- Luvas de borracha
- Luvas de couro
- Luvas de raspa
- Luva pigmentada
- Máscara com filtro
- Óculos de Segurança
- Protetor de ouvido de silicone
- Respirador purificador de ar
- Toucas descartáveis















MEDIDAS PREVENTIVAS















- Manter a limpeza e organização do local, sendo proibido manter, ainda que por pequeno período, alimentos de qualquer espécie;
- Nível de iluminação suficiente; piso antiderrapante; corrimão adequado, descer e subir escadas ou ambiente semelhante com atenção e sem pressa;
- Participar dos exames periódicos quando convocado;
- Posicionar-se corretamente ao executar a atividade, mantendo a coluna sempre ereta;
-Não levantar nem transportar peso acima da sua capacidade física, se precisar peça ajuda;
- Respeitar as faixas de orientação, que indicam a distância máxima de aproximação dos respectivos materiais;
- São realizadas limpezas periódicas das luminárias e substituir lâmpadas queimadas;
- Uso permanente de lixeira com tampa de pedal e sabão líquido e papel toalha;
- Utilizar as luvas de segurança fornecidas pela empresa;
- Utilizar os EPI's recomendados para a função;
 - É proibido a utilização de MP3, celulares, aparelhos eletrônicos em geral;
- Ter cuidado no manuseio dos palletes.
- Verificar condição de posicionamento do objeto que fora armazenado, antes de retirá-lo.















          NORMAS INTERNAS















- A troca de turno de trabalho somente poderá ser feita com autorização expressa do superior imediato, devidamente comunicado e consultado o Departamento Pessoal;
- Cumprir as disposições legais e regulamentadoras sobre Segurança e Medicina do Trabalho;
- Cumprir e respeitar o horário de expediente e intervalos, não se admitindo atrasos ou faltas injustificados;
- Evitar o uso de adereços como bonés, colares, piercing e outros, se assim for solicitado pelo Supervisor Operacional;
- Manobrar ou dirigir veículo no pátio da empresa apenas quando solicitado pelo Supervisor Operacional;
- Manter seu posto de trabalho limpo e organizado;
- Não consumir bebida alcoólica ou qualquer tipo de entorpecente, no local de trabalho e durante a jornada de trabalho;
- Não fazer uso do copo coletivo;
- Não fumar no interior da empresa;
 -Ter atenção para não danificar as mercadorias;
- Não realizar nenhum tipo de reparo ou manutenção em equipamentos/máquinas energizadas;
- Não se alimentar (ainda que lanches leves) dentro da empresa, a não ser no local reservado e apropriado para tal;
 - É proibido consumir bebida alcoólica ou qualquer tipo de entorpecente, no local de trabalho;
- No relacionamento e comunicação com os demais colaboradores, clientes, fornecedores, diretoria, etc., seja pessoalmente, ou ao telefone, por e-mail, ou ainda por qualquer outro meio, devem ser observadas regras mínimas de sadia convivência social, gentileza mútua e respeito à pessoa humana, sendo terminantemente vedado o uso de palavras, gestos e expressões chulas e de baixo calão, além de brincadeiras que venham a constranger ou denegrir a imagem dos companheiros de trabalho;
- Paralisar seu serviço sempre que constatar qualquer irregularidade quanto a sua segurança, comunicando imediatamente a sua supervisão;
- Submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras;
- Usar Botina com biqueira de aço;
- Utilizar os EPI’s somente para a finalidade que se destina;
- Zelar pela sua guarda e conservação;
 - Vestir roupas adequadas e/ou uniformes, quando exigido, para transitar no interior da empresa ou de acordo com a tarefa que vai executar;
 - Participar das eleições da CIPA;
 - Participar dos treinamentos de segurança oferecido pelo SESMT.

TREINAMENTO(S) NECESSÁRIO(S)














- Levantamento e Manuseio Manual de Carga/Peso;
- Noções Básicas de Combate à Incêndio;
- Noções de Primeiros Socorros.

          PROCEDIMENTO EM CASO DE ACIDENTE DE TRABALHO















- Acionar brigadista quando constatada necessidade;
- Comunicar imediatamente a supervisão quando da ocorrência de acidente do trabalho, de trajeto ou surgir qualquer tipo de doença profissional;
- Prestar informações verdadeiras para o preenchimento da ficha de investigação de acidente.

          CARACTERIZAÇÃO DA EXPOSIÇÃO















  Adicional de Insalubridade:
           Não caracteriza como atividade ou operação insalubre de acordo com o disposto na Norma Regulamentadora NR 15.
  Adicional de Periculosidade:
           Não caracteriza como atividade ou operação periculosa de acordo com o disposto na Norma Regulamentadora NR 16.

          TERMO DE RESPONSABILIDADE















De acordo com o Artigo 158, Parágrafo Único, da lei 6.514/77 e da Norma Regulamentadora NR 1, a recusa ao fiel cumprimento desta ORDEM DE SERVIÇO, no todo ou em parte, constituirá ATO FALTOSO sujeitando o funcionário às penalidades previstas na lei.

Declaro que fui plenamente orientado quanto aos procedimentos de segurança do trabalho, estando ciente dos riscos decorrentes da atividade e dos sansões disciplinares a que estou sujeito quanto ao seu descumprimento.

Data
Ass. Funcionário
Ass.Téc. de Seg. do Trabalho

xx/xx/xx



                                                   Termo de Responsabilidade para EPI.









SEGURANÇA DO TRABALHO

NOME DO EMPREGADO:


IDENTIFICAÇÃO FUNCIONAL:


CARGO:


ADMISSÃO:
Pelo presente, declaro que recebi da empresa XXXXXX. treinamento sobre equipamento de proteção individual (EPI), assumindo o compromisso de usá-lo para a finalidade a que se destina no trabalho, zelar pela sua guarda e conservação, devolve-lo ao setor competente da empresa quando se tornar impróprio para o uso, e quando de motivo de minha demissão ou afastamento.
Importante: Após o preenchimento deste “Termo de Responsabilidade” o mesmo deve ser encaminhado ao Departamento de Recursos Humanos para que seja arquivado pôr um período de 20 anos.

ITEM

QUANT.

DISCRIMINAÇÃO COMPLETA DO EPI

DATA

ASSINATURA

BAIXA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


“Quem obedece à norma integralmente, fica imune a riscos e evita preocupações e incertezas. Quando a consciência está tranquila, a mente repousa em paz. (EM).”